Retomando o Caminho para a Inclusão, o Crescimento e a Sustentabilidade - Apresentação do Relatório do Banco Mundial

Data do evento 29/07/2016 - 10:00

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Crise econômica, inflação, queda do PIB e desvalorização cambial. Esses foram os temas centrais debatidos no seminário “Retomando o Caminho para a Inclusão, o Crescimento e a Sustentabilidade”, realizado no dia 29 de julho. O encontro, promovido pelo Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) e pela EPGE – Escola Brasileira de Economia e Finanças da FGV, em parceria com o Banco Mundial, contou com a participação de Marcílio Marques Moreira (ex-ministro da Fazenda), como moderador; Martin Raiser (diretor do Banco Mundial para o Brasil), apresentando o relatório; e dos economistas Rubens Penha Cysne (diretor da EPGE); e Armando Castelar (coordenador de Economia Aplicada do IBRE), debatendo-o.


O evento teve como objetivo apresentar o relatório elaborado pelo Banco Mundial que elaborou os acertos e erros da política econômica brasileira, bem como os desafios estruturais de longo prazo que precisam ser vencidos para o país possa ter um crescimento inclusivo e sustentável. Martin Raiser apresentou o estudo.
“Esse relatório é um diagnóstico sistemático do Brasil sobre os principais obstáculos do desenvolvimento do país, com foco nas perspectivas dos 40% mais pobres”, destacou o diretor do Banco Mundial.


Raiser destacou as cinco principais conquistas do Brasil nas últimas décadas. Segundo o diretor do Banco Mundial, o país apresentou sólido crescimento com redução significativa da pobreza e desigualdade, algo que de acordo com ele, ocorreu pela primeira vez na história. Ele destacou também que a criação de empregos gerou riqueza compartilhada, queda da inflação e estabilização das finanças públicas, bem como a liderança nos esforços de mitigar os efeitos das mudanças climáticas, com drástica redução de desmatamentos. Outro ponto destacado por Raiser é a melhora no acesso a serviços, com evolução em todos os indicadores, com exceção de saneamento e violência.


Por outro lado, o executivo destacou que o fim do superciclo de commodities e o consequente boom de salários superiores ao aumento da produtividade ainda são desafios para o país. Raiser destacou ainda que as políticas contracíclicas para conter a crise de 2008 tiveram um custo fiscal elevado, que desencadeou na atual crise econômica e na consequente queda da confiança na economia do Brasil. O economista fez também uma crítica ao elevado custo para fazer negócios no país, que ainda apresenta baixa qualidade em infraestrutura e abertura comercial limitada, além de financiamentos onerosos. Ele ainda falou sobre a ineficiência do setor público e sobre as rígidas regras de execução orçamentária que não favorecem os mais pobres.


O documento do Banco Mundial aponta, portanto, que os desafios estruturantes que vão permitir o crescimento inclusivo e sustentável no Brasil passam pelo estímulo ao aumento da competitividade, com comércio e financiamento mais liberais de modo a impulsionar a criação de empregos produtivos. O relatório destaca ainda a necessidade de realocação de gastos e prestação de contas e governança do setor público mais eficaz, com oferta de melhores serviços, mais proteção aos pobres, menos desperdício de recursos e o chamado crowding out (deslocamento de recursos) de poupança para investimento privado. Por fim, Raiser apontou a necessidade de melhor planejamento, coordenação e precificação dos recursos naturais, com foco na exploração do potencial de recursos verdes que o país dispõe.